Sonata para piano n.º 2 (Beethoven)
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A forma tradicional da sonata para piano seguia o padrão de andamentos rápido-lento-moderato-rápido. Beethoven o quebrou com suas sonatas, mas somente mais tarde.
A segunda sonata de Beethoven para piano – Op. 2 número 2 – também é dedicada ao mestre Joseph Haydn. Essa sonata também possui a forma tradicional de 4 movimentos (allegro vivace, largo appassionato, Scherzo allegro e Rondo Grazioso).

A sonata é na tonalidade maior de lá, em piano e staccato. Beethoven usa o material principal da sonata apresentado nos primeiros compassos para uma vez mais desenvolver a estrutura do primeiro movimento. O movimento possui compasso ligeiro (2/4). O desenvolvimento da sonata apresenta uma técnica muito comum em Scarlatti em suas obras para o teclado - A técnica de mãos cruzadas. Esta técnica produz no ouvinte a impressão auditiva de três mãos tocando o piano.
No desenvolvimento de sua segunda sonata, Beethoven utiliza essa mesma técnica, alternando o tema nos extremos do piano com a mão esquerda, enquanto a mão direita realiza o acompanhamento em semicolcheias. Outra característica da música de Beethoven aparece com mais frequência ao longo desse movimento - a presença de acentos. Em várias ocasiões, Beethoven usa o fp ou ffp para indicar acentos em certas notas ou acordes.
O movimento termina em pianissimo, preparando a entrada do próximo - outra característica a ser notada em suas sonatas.
No segundo movimento, as articulações do baixo acompanhando a melodia. Durante o movimento, Beethoven demostra sua familiaridade com a escrita polifônica. Os acentos estão presentes nesse movimento, assim como a transformação temática.

O terceiro movimento é curto. O Scherzo (tradução – brincadeira) tem um andamento mais rápido do que o minueto, mesmo sendo em 3/4. O trio que segue traz uma textura homofônica, com uma melodia descendente.

O último movimento dessa sonata começa com um arpejo ascendente bem rápido, iniciando um tema cheio de energia. Esse arpejo inicial é modificado ao longo do movimento e cada vez que aparece, recebe mais notas, quebrando mais uma vez a formalidade rítmica da peça (lá pelo compasso 100, chega a ter 32 notas!). Várias passagens rápidas e acompanhamentos com saltos requerem uma técnica apurada por parte de qualquer pianista que queira enfrentar esse movimento. Uma menção especial vai para a seção cromática em quiálteras em staccato.
A sonata termina em piano.
Com sua segunda sonata, Beethoven apresenta vários aspectos que marcariam suas composições futuras. Acentos, conexão entre movimentos, modificações rítmicas e cromaticismo. Um aperitivo para suas próximas criações.
| Sonata para Piano No. 2 | |
| Composições de Ludwig van Beethoven | |
| Apelido: | Nenhum |
|---|---|
| Forma: | Sonata para piano |
| Tonalidade - Compasso: | Lá maior - 2/4 |
| Movimentos | 4 |
| Data da composição: | 1795[1] |
| Número da composição: | Op. 2 No. 2 |
| Andamentos | |
| Primeiro Movimento | Allegro vivace |
| Segundo Movimento | Largo Appassionato |
| Terceiro Movimento | Scherzo (Allegro) |
| Quarto Movimento | Rondo (Grazioso) |
Referências
- ↑ COOPER, Barry. Beethoven: Um Compêndio. Tradução de Mauro Gama e Cláudia Martinelli Gama. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor. 1996. ISBN 85-7110-349-6