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Partido Humanista (Brasil)

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Partido Humanista
SiglaPH
Número eleitoral19
PresidenteValdomiro dos Santos Filho
Fundação13 de novembro de 1984[1]
Registro9 de julho de 1985
Dissolução1990
SedeSão Paulo, SP
IdeologiaLiberalismo social
Humanismo
Socialismo[1]
Pacifismo[1]
Espectro políticoCentro a centro-esquerda
CoresLaranja
Branco
Slogan"Paz, Força e Alegria"

Partido Humanista (PH) foi um partido político brasileiro que disputou eleições entre 1985 e 1988[1]. Esteve ativo até o início da década de 1990.

Fundado em 13 de novembro de 1984 e registrado em 9 de julho de 1985, teve como presidente o estudante de engenharia Valdomiro dos Santos Filho e lançou as candidaturas da professora Ana Rosa Tenente (uma das idealizadoras do partido) na eleição municipal de São Paulo e do estudante de belas-artes Lincoln Sobral no Rio de Janeiro. Em Salvador, Curitiba e Belo Horizonte, o PH também lançou candidatos a prefeito, não conseguindo eleger nenhum deles.

Em São Paulo, Ana Rosa Tenente ficou em quinto lugar, com 45.075 votos.[2] Na época, a candidata ficou surpresa com o próprio desempenho, pois esperava receber cinco mil votos no máximo.[3]

Lincoln Sobral foi o décimo-primeiro na eleição na capital fluminense, tendo recebido 12.769 votos. Após o pleito, dissidências marcaram a trajetória do partido: em janeiro de 1986, Marco Antônio Costa, candidato a vice-prefeito na chapa de Lincoln Sobral, acusou o PH de ser uma "seita" (um braço do Movimento Humanista, fundado pelo escritor argentino Mario Rodrigues Luis Cobos), porém o presidente do diretório no Rio de Janeiro, Douglas Cardoso, negou as acusações em entrevista ao Jornal do Brasil, classificando as declarações de Marco Antônio como "um delírio alucinógeno".[1]

Nas eleições de 1986, o PH coligou-se com vários candidatos ao governo, além de lançar candidaturas próprias: em São Paulo, Teotônio Simões foi o postulante do partido ao governo estadual (250.657 votos), enquanto Luiz Jaime Faria concorreu a uma das vagas do estado no Senado Federal (159.878 votos); já no Rio de Janeiro, Wanderley Costa e Mauro Sérgio Dias disputaram uma cadeira no Senado, tendo obtido, respectivamente, 32.273 e 29.898 votos. Os candidatos a governador e a senador pelos estados da Bahia, Goiás, Paraná e Rondônia não tiveram também votações de destaque.

Concorreu às eleições municipais de 1988, novamente com Lincoln Sobral disputando a prefeitura do Rio de Janeiro (recebeu 9.822 votos) e Marco Antônio Barbosa Caldas disputou a prefeitura de São Paulo, ficando na oitava posição entre 14 candidatos.

O partido esteve ativo até o início da década de 1990. Em 1989, teve acesso ao horário político no rádio e na televisão.[4] A legenda chegou a ser sugerida por dirigentes do PT mineiro para ampliar a frente pela candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial daquele ano.[5] O partido também foi apontado para integrar a chapa de esquerda da eleição de Minas Gerais em 1990.[6]

Durante sua trajetória, utilizou o 19 (atribuído ao Podemos, antigo PTN, até 2023) como número de registro no TSE.[7]

Referências

  1. 1 2 3 4 5 Redação. «Partido Humanista (PH)». CPDOC FGV. Consultado em 15 de junho de 2016
  2. ↑ «20% dos votos foram em nulo ou em branco». Cidade de Santos. 18 de novembro de 1985
  3. ↑ «Ana Rosa diz que só esperava conseguir cinco mil votos». Cidade de Santos. 16 de novembro de 1985
  4. ↑ «[aviso sobre o horário político do PH no Jornal do Brasil]». Jornal do Brasil. 6 de abril de 1989
  5. ↑ «Petista mineiro quer luta ideológica». Jornal do Brasil. 20 de novembro de 1989
  6. ↑ «Esquerda em MG se unirá no primeiro turno». Jornal do Brasil. 24 de janeiro de 1990
  7. ↑ Registro do Partido Humanista – PH – 19. TSE
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