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Escritório Nacional de Reconhecimento

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Escritório Nacional de Reconhecimento
National Reconnaissance Office
Sede da NRO
Resumo da agência
FormaçãoEstabelecido: 25 de agosto de 1960 (1960-08-25)
Desconfidencializado: 18 de setembro de 1992 (1992-09-18)
JurisdiçãoEstados Unidos
SedeChantilly, Virgínia, EUA
38° 52′ 55″ N, 77° 27′ 01″ O
SiglaNRO
Lema"Supra Et Ultra
(Acima e Além)"
Orçamento anualConfidencial
Agência mãeDepartamento de Defesa
Sítio oficialnro.gov

O Escritório Nacional de Reconhecimento (em inglês: National Reconnaissance Office, NRO) é uma agência do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e integrante da Comunidade de Inteligência dos Estados Unidos, responsável por projetar, construir, lançar e operar os satélites de reconhecimento do governo federal dos Estados Unidos. O órgão fornece inteligência obtida por satélite a diversas agências governamentais, especialmente inteligência de sinais (SIGINT) à Agência de Segurança Nacional (NSA), inteligência de imagens (IMINT) à Agência Nacional de Informação Geoespacial (NGA) e inteligência de medição e assinatura (MASINT) à Agência de Inteligência de Defesa (DIA).[1] Em 2023, o NRO anunciou que planejava, ao longo da década seguinte, quadruplicar o número de satélites que operava e aumentar em dez vezes a quantidade de sinais e imagens fornecidos.[2]

O NRO é considerado, juntamente com a Agência Central de Inteligência (CIA), a NSA, a DIA e a NGA, uma das "cinco grandes" agências de inteligência dos Estados Unidos.[3] A sede do NRO está localizada em Chantilly, Virgínia,[4] cerca de 2 mi (3,22 km) ao sul do Aeroporto Internacional Washington Dulles. Historicamente, o NRO mantém uma relação estreita com a CIA, e agentes e estagiários da agência são frequentemente designados para trabalhar no NRO.[5]

O diretor do NRO responde tanto ao diretor de Inteligência Nacional quanto ao secretário de Defesa.[6] O quadro federal de funcionários do NRO constitui uma organização híbrida composta por cerca de 3.000 pessoas, incluindo integrantes do quadro próprio do órgão e pessoal da Força Aérea, do Exército, da CIA, da NGA, da NSA, da Marinha e da Força Espacial dos Estados Unidos.[7][8] Um relatório de 1996 de uma comissão bipartidária descreveu o NRO como detentor, por ampla margem, do maior orçamento entre todas as agências de inteligência e como possuidor de "praticamente nenhum quadro federal de funcionários", realizando a maior parte de seu trabalho por meio de "dezenas de milhares" de funcionários de empresas contratadas do setor de defesa.[9] Desde sua criação, em 1961, a existência do NRO permaneceu sob sigilo e somente foi revelada publicamente em 1992.[10]

O Escritório Nacional de Reconhecimento desenvolve, constrói, lança e opera sistemas espaciais de reconhecimento e vigilância, além de conduzir atividades de inteligência relacionadas à segurança nacional dos Estados Unidos.[11][12]

O NRO também coordena a coleta e a análise de informações provenientes do reconhecimento realizado por aeronaves e satélites dos ramos das Forças Armadas e da Agência Central de Inteligência.[13] O órgão é financiado por meio do Programa Nacional de Reconhecimento, que faz parte do Programa Nacional de Inteligência, anteriormente conhecido como Programa Nacional de Inteligência Estrangeira.[14] A agência integra o Departamento de Defesa.

O NRO trabalha em estreita colaboração com seus parceiros das áreas de inteligência e espaço, entre os quais estão a Agência de Segurança Nacional (NSA), a Agência Nacional de Informação Geoespacial (NGA), a Agência Central de Inteligência (CIA), a Agência de Inteligência de Defesa (DIA), o Comando Estratégico dos Estados Unidos, o Comando Espacial dos Estados Unidos, o Laboratório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos e outras agências e organizações.

História

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Vista aproximada da coifa de carga útil do Atlas 501 com o satélite NROL-41 — pôster comemorativo dos 50 anos do NRO
Instituto de Soros e Vacinas em Al-A'amiriya, no Iraque, registrado por um satélite de reconhecimento dos Estados Unidos em novembro de 2002
Imagem de satélite dos Estados Unidos mostrando tanques sírios deixando Da'el, na província de Dará, após vários dias de ataques contra a cidade, em abril de 2012

Em 1º de maio de 1960, um Lockheed U-2 da Agência Central de Inteligência foi abatido sobre a União Soviética, o que limitou os voos de reconhecimento às áreas próximas das fronteiras soviéticas e levou o Congresso a aumentar o financiamento de sistemas de reconhecimento espacial, como o SAMOS e o Missile Defense Alarm System (MIDAS). Em 10 de junho de 1960, o presidente Eisenhower determinou que o secretário de Defesa Thomas S. Gates reavaliasse as necessidades de inteligência espacial. Concluiu-se que o Samos, o programa Corona e o U-2 constituíam recursos nacionais e deveriam ser organizados sob uma agência civil do Departamento de Defesa, e não sob um único ramo das Forças Armadas. O programa de reconhecimento por satélite da Força Aérea dos Estados Unidos apresentava problemas administrativos e progresso insuficiente.[15]:23[16] A criação do NRO baseou-se em uma recomendação apresentada ao presidente Eisenhower em 25 de agosto de 1960, durante uma reunião especial do Conselho de Segurança Nacional. A agência deveria coordenar as atividades de reconhecimento da Força Aérea e da CIA e, posteriormente, também as da Marinha e da NSA.[15]:46 Em 31 de agosto de 1960, o secretário da Força Aérea, Dudley C. Sharp, criou o Escritório de Sistemas de Mísseis e Satélites, subordinado ao secretário-assistente da Força Aérea, para coordenar as atividades de reconhecimento de inteligência da Força Aérea, da Agência Central de Inteligência, da Marinha e da Agência de Segurança Nacional. Em 6 de setembro de 1961, o Escritório de Sistemas de Mísseis e Satélites tornou-se o Escritório Nacional de Reconhecimento, assumindo todos os programas de reconhecimento espacial, como o Samos e o Corona.[17] Somente o MIDAS e os satélites de detecção de detonações nucleares Vela permaneceram no inventário de satélites da Força Aérea.

O primeiro programa de satélites de reconhecimento fotográfico do NRO foi o programa Corona,[18]:25–28 cuja existência foi retirada do sigilo em 24 de fevereiro de 1995 e que permaneceu em operação de agosto de 1960 a maio de 1972, embora o primeiro voo de teste tenha ocorrido em 28 de fevereiro de 1959. O sistema Corona utilizava cápsulas de filme — às vezes mais de uma — lançadas pelos satélites e recuperadas no ar por aeronaves militares. A primeira recuperação bem-sucedida proveniente do espaço, a do Discoverer XIII, ocorreu em 12 de agosto de 1960, e a primeira imagem obtida do espaço foi observada seis dias depois. A resolução inicial das imagens era de oito metros, posteriormente aprimorada para dois metros. Cada imagem abrangia, em média, uma área de aproximadamente 10 por 120 milhas (16 por 193 km). A última missão Corona, a 145.ª, foi lançada em 25 de maio de 1972, e suas últimas imagens foram obtidas em 31 de maio daquele ano. De maio de 1962 a agosto de 1964, o NRO realizou doze missões de mapeamento como parte do sistema Argon, também conhecido como KH-5. Apenas sete foram bem-sucedidas.[18]:25–28

Em 1963, o NRO realizou uma missão de mapeamento com imagens de resolução mais elevada como parte do programa Lanyard, também conhecido como KH-6. O programa Lanyard realizou uma missão bem-sucedida.[19]

As missões do NRO posteriores a 1972 permanecem sob sigilo, e partes de muitos dos programas anteriores continuam indisponíveis ao público.

Em 18 de agosto de 2000, o Escritório Nacional de Reconhecimento reconheceu oficialmente seus dez fundadores originais: William Oliver Baker, Merton E. Davies, Sidney Drell, Richard Garwin, Amrom Harry Katz, James R. Killian, Edwin Land, Frank W. Lehan, William Perry e Edward Mills Purcell.[20] Embora o trabalho inicial desses homens fosse altamente sigiloso, os integrantes do grupo posteriormente alcançaram realizações públicas extraordinárias, incluindo os cargos ou distinções de secretário de Defesa, laureado com o Nobel, presidente do MIT, agraciado com a Medalha Nacional de Ciências e renomado cientista da área de ciências planetárias, entre outras.

Existência

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O NRO foi mencionado pela imprensa pela primeira vez em um artigo de 1971 do The New York Times.[21][22] O primeiro reconhecimento oficial da existência do NRO ocorreu em um relatório de uma comissão do Senado publicado em outubro de 1973, que revelou inadvertidamente a existência do órgão.[23] Em 1985, um artigo do The New York Times revelou detalhes sobre as operações do NRO.[24]

Apesar da cobertura jornalística sobre a existência do NRO, a Comunidade de Inteligência dos Estados Unidos debateu durante vinte anos se deveria confirmar os relatos.[25] A existência do NRO foi retirada do sigilo em 18 de setembro de 1992 pelo subsecretário de Defesa, por recomendação do diretor da Inteligência Central.[10] O breve comunicado de imprensa não mencionava a palavra "satélite", e a agência somente confirmou vários anos depois que lançava satélites por meio de foguetes.[25]

Controvérsia sobre o financiamento

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Um artigo do Washington Post, publicado em setembro de 1995, informou que o NRO havia acumulado discretamente entre US$ 1 bilhão e US$ 1,7 bilhão em recursos não gastos, sem informar a Agência Central de Inteligência, o Pentágono ou o Congresso.[26]

A CIA estava conduzindo uma investigação sobre o financiamento do NRO devido a denúncias de que a agência havia utilizado US$ 300 milhões dos recursos acumulados de seu orçamento sigiloso para construir uma nova sede em Chantilly, Virgínia, no ano anterior.

Ao todo, o NRO havia acumulado US$ 3,8 bilhões em financiamento antecipado — equivalentes, após o ajuste pela inflação, a US$ 8 bilhões em 2025. Como consequência, os três sistemas contábeis distintos do NRO foram unificados.[27]

A existência da nova sede sigilosa foi revelada pela Federação de Cientistas Americanos, que obteve cópias não confidenciais das plantas apresentadas com o pedido de licença de construção. Após os ataques de 11 de setembro, essas plantas aparentemente foram classificadas como sigilosas. Os relatos sobre a existência de um fundo secreto do NRO eram verdadeiros. Segundo Jeffrey Smith, ex-consultor jurídico-geral da CIA que liderou a investigação: "Nossa investigação revelou que, durante anos, o NRO havia acumulado valores muito substanciais como um 'fundo para emergências'".[28]

Future Imagery Architecture

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Em 1999, o NRO iniciou com a Boeing um projeto de US$ 25 bilhões,[29] denominado Future Imagery Architecture, destinado a criar uma nova geração de satélites de obtenção de imagens. Em 2002, segundo documentos do NRO, o projeto estava muito atrasado e provavelmente custaria entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões a mais que o planejado. O governo prosseguiu com os esforços para concluir o projeto, mas, após outros dois anos, várias comissões de avaliação e bilhões de dólares adicionais em despesas, o projeto foi cancelado no que uma reportagem do The New York Times classificou como "talvez o fracasso mais espetacular e dispendioso nos cinquenta anos de história dos projetos estadunidenses de satélites espiões".[30]

De meados da década de 2000 ao presente

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Em 23 de agosto de 2001, Brian Patrick Regan, funcionário civil da TRW que trabalhava no NRO, foi preso no Aeroporto Internacional de Dulles, nos arredores de Washington, enquanto embarcava em um voo para Zurique. Ele carregava informações codificadas sobre instalações de mísseis iraquianas e chinesas, além dos endereços das embaixadas da China e do Iraque na Suíça e na Áustria. Foi condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional por oferecer a venda de segredos de inteligência ao Iraque e à China.[31]

Em janeiro de 2008, o governo anunciou que um satélite de reconhecimento operado pelo NRO realizaria, nos meses seguintes, uma reentrada não planejada e descontrolada na atmosfera terrestre. Especialistas amadores em observação de satélites afirmaram que provavelmente se tratava do USA 193, construído pela Lockheed Martin, que apresentou uma falha pouco depois de entrar em órbita, em dezembro de 2006.[32] Em 14 de fevereiro de 2008, o Pentágono anunciou que, em vez de permitir que o satélite reentrasse de maneira descontrolada e ainda inteiro, ele seria abatido por um míssil disparado de um cruzador da Marinha.[33] A interceptação ocorreu em 21 de fevereiro de 2008 e fez com que o satélite se fragmentasse em várias partes.[34]

Em julho de 2008, o NRO retirou do sigilo a existência de seus satélites de radar de abertura sintética, mencionando a dificuldade de discutir a criação do sistema Space-Based Radar com a Força Aérea dos Estados Unidos e outras entidades.[35] Em agosto de 2009, os arquivos da Lei da Liberdade de Informação foram consultados em busca de uma cópia do vídeo do NRO intitulado Satellite Reconnaissance: Secret Eyes in Space.[36] O vídeo, com sete minutos de duração, apresenta os primeiros anos do NRO e muitos de seus programas iniciais. Foi proposto que o NRO compartilhasse imagens do próprio território dos Estados Unidos com o Escritório Nacional de Aplicações, para utilização por órgãos nacionais de aplicação da lei.[37] O Escritório Nacional de Aplicações foi extinto em 2009. O NRO é membro associado, sem direito a voto, do Comitê de Aplicações Civis. O comitê é um órgão interagências que coordena e supervisiona o uso civil federal de informações sigilosas coletadas. Ele foi oficialmente constituído em 1975 pelo Gabinete do Presidente para proporcionar às agências civis federais acesso aos dados dos Sistemas Nacionais em apoio às suas atribuições.[38] Segundo o Asia Times Online, uma missão importante dos satélites do NRO é o rastreamento de submarinos não estadunidenses em patrulhas ou missões de treinamento nos oceanos e mares do mundo.[39]

Durante o Simpósio Espacial Nacional de abril de 2010, o diretor do NRO, general Bruce Carlson, da Força Aérea dos Estados Unidos e já na reserva, anunciou que, até o final de 2011, o NRO executaria "o cronograma de lançamentos mais agressivo realizado por esta organização nos últimos 25 anos. Há vários satélites de reconhecimento muito grandes e de importância crítica que entrarão em órbita no próximo ano ou no período de um ano e meio".[40]

Em 2012, uma investigação da McClatchy concluiu que o NRO possivelmente estava ultrapassando limites éticos e jurídicos ao incentivar seus examinadores de polígrafo a obter informações pessoais e privadas de funcionários do Departamento de Defesa durante testes que deveriam se limitar a questões de contraespionagem.[41] Examinadores de polígrafo que anteriormente trabalharam no NRO apresentaram denúncias sobre práticas abusivas durante os testes.[42] Em 2014, um relatório de um inspetor-geral concluiu que o NRO não havia comunicado às autoridades policiais confissões de crimes de abuso sexual infantil. O NRO obteve essas confissões durante testes de polígrafo, mas nunca encaminhou as informações à polícia. A omissão do NRO em agir no interesse público e denunciar abusadores sexuais de crianças foi revelada publicamente pela primeira vez em 2012 por antigos examinadores de polígrafo da agência.[43]

Em 30 de agosto de 2019, Donald Trump publicou no Twitter uma imagem do "acidente catastrófico ocorrido durante os preparativos finais para o lançamento do veículo lançador Safir no Local de Lançamento Um de Semnan, no Irã". Segundo Marco Langbroek, observador de satélites dos Países Baixos, a imagem quase certamente havia sido obtida por um satélite conhecido como USA 224. O satélite foi lançado pelo Escritório Nacional de Reconhecimento em 2011.[44]

Em 31 de janeiro de 2020, a Rocket Lab lançou com sucesso uma carga útil NROL-151 para o NRO.[45]

Em 19 de dezembro de 2020, o NROL-108 foi lançado com sucesso a bordo de um foguete Falcon 9, da SpaceX.[46] Em 15 de julho de 2020, o NROL-149 foi lançado com sucesso no primeiro lançamento do novo foguete Minotaur IV, da Northrop Grumman. Em 27 de abril de 2021, o NROL-82 foi lançado com sucesso a bordo de um foguete Delta IV, da United Launch Alliance.[47] Em 15 de junho de 2021, o NROL-111, um conjunto de três satélites sigilosos,[48] foi lançado com sucesso a bordo de um foguete Minotaur I, da Northrop Grumman.[49] Em 13 de julho de 2022, o NROL-162 foi lançado a bordo de um foguete Rocket Lab Electron a partir de Mahia, na Nova Zelândia.[50] Em 24 de setembro de 2022, o NROL-91, também denominado USA 338, foi lançado do Complexo de Lançamento Espacial 6 da Base da Força Espacial de Vandenberg, a bordo de um foguete Delta IV Heavy da United Launch Alliance.

Em 2021, a SpaceX teria obtido um contrato de US$ 1,8 bilhão com o NRO para construir uma rede de centenas de satélites espiões por meio de sua divisão Starshield.[51][52] Segundo as informações divulgadas, os satélites seriam capazes de "rastrear alvos em terra e compartilhar esses dados com autoridades militares e de inteligência dos Estados Unidos, permitindo que o governo estadunidense obtenha rapidamente imagens contínuas de atividades terrestres em praticamente qualquer parte do mundo".

Tecnologia

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A tecnologia do NRO é provavelmente mais avançada que suas equivalentes civis. Na década de 1980, o NRO dispunha de satélites e programas de computador capazes de determinar as dimensões exatas do canhão de um tanque.[24] Em 2012, a agência doou dois telescópios espaciais à NASA. Apesar de estarem armazenados sem uso, os instrumentos são superiores ao Telescópio espacial Hubble. Um jornalista observou: "Se telescópios desse calibre estão encostados em prateleiras, imagine o que eles realmente estão usando".[53]

Rede NMIS

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O Sistema de Informações Gerenciais do NRO (NMIS) é uma rede de computadores utilizada para distribuir dados do NRO classificados como ultrassecretos. Também é conhecido como Rede de Longa Distância Governamental (GWAN).[54]

Sistema Sentient de controle de satélites por inteligência artificial

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O Sentient é um sistema automatizado de análise de inteligência, baseado em inteligência artificial, que está sendo desenvolvido pelo Escritório Nacional de Reconhecimento.[55][56] O NRO descreve uma das principais finalidades do sistema Sentient como "produzir, em velocidade de máquina, e não humana, sínteses de fontes de dados complexas e distribuídas para análises rápidas, mais depressa do que seres humanos conseguiriam".[57]

Segundo Robert Cardillo, ex-diretor da Agência Nacional de Inteligência Geoespacial, o sistema Sentient foi concebido para empregar "inferência automatizada" a fim de auxiliar a coleta de inteligência.[58] O The Verge descreveu o Sentient como "uma ferramenta de análise onívora, capaz de devorar dados de todos os tipos, compreender o passado e o presente, antecipar o futuro e direcionar satélites para o que determinar serem as partes mais interessantes desse futuro".[55]

Veículos espaciais

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KH-9 Hexagon durante sua integração na Lockheed

O NRO mantém quatro constelações principais de satélites:[59]

  • constelação SIGINT do NRO;
  • constelação GEOINT do NRO;
  • constelação de retransmissão de comunicações do NRO;
  • constelação de reconhecimento do NRO.

Entre os veículos espaciais do NRO estão:[60]

Obtenção de imagens GEOINT

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  • Série Keyhole — inteligência de imagens:
    • KH-1, KH-2, KH-3, KH-4, KH-4A e KH-4B — Corona (1959–1972)
    • KH-5 — Argon (1961–1962)
    • KH-6 — Lanyard (1963)
    • KH-7 — Gambit (1963–1967)[61]
    • KH-8 — Gambit (1966–1984)
    • KH-9 — Hexagon e Big Bird (1971–1986)
    • KH-10 — Dorian (cancelado)
    • KH-11 — Kennan ou Kennen, Crystal, Improved Crystal, Ikon e Evolved Enhanced CRYSTAL System (1976–2013)
  • Samos — obtenção de imagens fotográficas (1960–1962)
  • Misty/Zirconic — sistema furtivo de IMINT
    • Enhanced Imaging System
  • Next Generation Electro-Optical (NGEO), sistema modular projetado para receber melhorias incrementais — em desenvolvimento.[62]

Radar GEOINT

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  • Lacrosse/Onyx — obtenção de imagens por radar (1988–)
  • TOPAZ 1–5 e TOPAZ Block 2[60]

Comunicações espaciais

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  • Quasar — retransmissor de comunicações[60]
  • NROL-1 a NROL-66 — diversos satélites sigilosos. NROL é a sigla em inglês de "lançamento do Escritório Nacional de Reconhecimento".

Esta lista provavelmente está incompleta, dada a natureza sigilosa de muitos dos veículos espaciais do NRO.

Localizações

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Estação terrestre do NRO na Base da Força Espacial de Buckley, em Aurora, Colorado

Em outubro de 2008, o NRO retirou do sigilo a existência de cinco estações terrestres de missão: três nos Estados Unidos, nas proximidades de Washington, D.C., em Aurora, Colorado, e em Las Cruces, no Novo México; além de instalações na RAF Menwith Hill, no Reino Unido, e na Instalação Conjunta de Defesa de Pine Gap, na Austrália.

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Galeria de imagens

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Ver também

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Referências

  1. ↑ Federation of American Scientists. «The Evolving Role of the NRO». Cópia arquivada em 13 de agosto de 2021
  2. ↑ Hitchens, Theresa (10 de outubro de 2023). «NRO plans 10-fold increase in imagery, signals intel output». Breaking Defense. Consultado em 11 de outubro de 2023. Cópia arquivada em 22 de abril de 2026
  3. ↑ Intelligence Agencies Must Operate More Like An Enterprise
  4. ↑ "Contact the NRO Arquivado em outubro 29, 2013, no Wayback Machine" "National Reconnaissance Office Office of Public Affairs 14675 Lee Road Chantilly, VA 20151-1715"
  5. ↑ Kohler, Robert. «One Officer's Perspective: The Decline of the National Reconnaissance Office» (PDF). Studies in Intelligence. 46 (2). Cópia arquivada (PDF) em 3 de julho de 2026
  6. ↑ Official NRO Fact Sheet via http://www.nro.gov, accessed March 2012
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Ligações externas

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